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Projeto que flexibiliza regras para compra de vacinas por empresas pode ser votado hoje

Por Portal A Voz Da Cidade em 06/04/2021 às 12:42:03
Deputada Celina Leão durante sessão do plenárioCelina Leão: "A gente não pode ficar de braços cruzados"

Proposta que flexibiliza as regras para a compra de vacinas por empresas privadas (PL 948/21) pode ser votada hoje pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A relatora do projeto, deputada Celina Leão (PP-DF), afirmou que houve acordo de procedimento na reunião de líderes desta terça-feira (6) para a inclusão da proposta na pauta do Plenário. A parlamentar destacou que não há acordo sobre o mérito do texto.

Nas redes sociais, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a prioridade do Plenário continua sendo o combate à pandemia e a ampliação da vacinação da população brasileira. Lira conduziu a reunião de líderes e destacou as prioridades para a semana.

A proposta da flexibilização da compra de imunizantes é polêmica, pois alguns partidos, como o PT, consideram que o texto poderia enfraquecer o Plano Nacional de Imunização e regulamentar a prática de “fura fila”. Uma nova versão do texto foi apresentada pela deputada para estabelecer que as empresas que comprarem vacina são obrigadas a seguir as prioridades de vacinação do SUS.

 

 

Já há uma lei aprovada pelo Congresso que estabelece que empresas privadas podem comprar vacinas, desde que doem para o SUS enquanto os grupos prioritários não forem vacinados. Depois disso, poderiam usar 50% das suas compras em seus funcionários e doar os outros 50% para o SUS.

A relatora explicou que apresentou alguns ajustes em seu parecer para evitar que haja uma concorrência entre o setor privado e o público. Celina Leão disse também que o empresário deverá doar ao SUS a mesma quantidade de doses compradas para imunização de seus funcionários, bem como doar doses apenas para o sistema público. “A ideia é agilizar a vacinação, não competir com o Ministério da Saúde”, disse Leão.

A deputada afirmou também que a Câmara não pode ficar de braços cruzados e que o setor privado tem mais agilidade para comprar vacinas que o governo.

Fonte: Agência Câmara

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