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Mundo pode perder 1/5 do PIB sem ação climática, mostra estudo

Por Portal A Voz Da Cidade em 22/04/2021 às 15:11:29
Por outro lado, se as metas do Acordo de Paris forem cumpridas e a temperatura subir menos de 2°C, a perda pode ser limitada a 4%. 'Gigantes' na Amazônia: expedição mapeia novo santuário com castanheiras e angelins-vermelhos no Amapá

Rafael Aleixo/Setec/Divulgação

O mundo pode perder até 18% da produção econômica até 2050 se as mudanças climáticas não forem controladas, com a Ásia particularmente em risco, mostrou um estudo divulgado pela resseguradora Swiss Re nesta quinta-feira (22).

O relatório indica que a produção poderia se reduzir em quase 1/5 do resultado atual caso nenhuma ação mitigadora seja tomada. Nesse cenário, as temperaturas subiriam cerca de 3,2 graus centígrados.

Se as metas do Acordo de Paris forem cumpridas e a temperatura subir menos de 2°C, a perda pode ser limitada a 4%, apontou o estudo.

Veja abaixo as estimativas de perda de PIB até 2050 nos diferentes cenários da pesquisa:

-18% se nenhuma ação for tomada (aumento de 3,2°C);

-14% se algumas ações mitigadoras forem tomadas (alta de 2,6°C);

-11% se mais ações mitigadoras forem tomadas (alta de 2°C);

-4% se as metas do Acordo de Paris forem atingidas (alta menor que 2°C)

A pesquisa examinou como 48 economias seriam afetadas pelos efeitos das mudanças climáticas em quatro cenários diferentes de aumento de temperatura.

"As economias da Ásia seriam as mais atingidas, com a China correndo o risco de perder quase 24% de seu PIB em um cenário severo, enquanto a maior economia do mundo, os Estados Unidos, perderia perto de 10% e a Europa quase 11%", mostrou o relatório.

Como o aquecimento global torna o impacto dos desastres naturais relacionados ao clima mais severo, ele pode levar a perdas substanciais de renda e produtividade ao longo do tempo, disse o relatório.

O aumento do nível do mar, por exemplo, resulta na perda de terras que poderiam ter sido usadas de forma produtiva, enquanto o estresse térmico pode levar a perdas de safra. As economias emergentes nas regiões equatoriais seriam as mais afetadas pelo aumento das temperaturas.

Situação do Brasil

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Das 48 economias medidas, o Brasil fica em 38º lugar dentre as mais resilientes aos efeitos perversos de mudanças climáticas.

São analisados quatro aspectos e atribuidas notas para cada um: impacto geral no PIB do país, risco de secas, risco de cheias e adaptatividade da economia. Todas formam um índice geral que coloca países com bons resultados nas primeiras posições.

O Brasil tem risco baixo apenas de cheias prejudiciais (8º lugar). São consideráveis a perda possível no PIB (34º lugar), aa vulnerabilidade a secas extremas (42º lugar) e a capacidade de adaptação (33º lugar).

O relatório afirma que, à medida que as temperaturas globais aumentam, o Brasil é particularmente propenso a experimentar condições climáticas mais quentes e secas. Em resumo, durante os dias de verão, o excesso de ondas de calor pode suprimir a produtividade das safras e induzir mortalidade e doenças, além de a indústria do turismo ser "severamente afetada".

"O Brasil ainda enfrenta lacunas em sua infraestrutura de saúde e o desafio de integrar a gestão de riscos de desastres ao planejamento de investimentos públicos. Como resultado, seu nível atual de capacidade adaptativa fica atrás de outros países avançados em nosso índice", diz o estudo.

Quem lidera é a Finlândia, seguida de Suíça e Áustria. Na pior posição está a Indonésia, superada Malásia e Filipinas. Figuram acima do Brasil as grandes economias, como EUA (7º), Alemanha (10º) e Japão (11º). A China está em 41º lugar.

Dentre os latino-americanos, saem-se melhor Argentina (28º), México (29º) e Chile (36º). Piores, estão Peru (40º), Colômbia (42º) e Venezuela (43º).

* Com informações da agência Reuters

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Fonte: G1

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