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Dez capitais têm sinal de aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave, aponta Fiocruz

Por Portal A Voz Da Cidade em 20/11/2020 às 20:12:34
Tendência nacional é de interrup√ß√£o na queda de novos casos; apag√£o de dados do Ministério da Saúde pode ter prejudicado estimativas. Quase 98% dos casos de SRAG no país neste ano foram causados pelo novo coronavírus. Dez capitais apresentam tendência de alta de doen√ßas respiratórias

Dez capitais brasileiras (veja detalhes mais abaixo) mostram sinal de aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), aponta o boletim de monitoramento semanal da Fiocruz, o InfoGripe, divulgado na quinta-feira (19) com dados até o dia 14 de novembro.

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A SRAG pode ser causada por v√°rios vírus respiratórios, mas, neste ano, quase 98% dos casos no país têm o novo coronavírus (Sars-CoV-2) como causa, segundo dados da funda√ß√£o.

As tendências sempre se referem ao período anterior à data do boletim. Por exemplo: as tendências de longo prazo apontam para o que tem sido visto nas 6 semanas anteriores a ele em cada capital; j√° as de curto prazo apontam para as 3 semanas anteriores.

"Ou seja, quando a tendência de longo prazo indica crescimento, é muito grande a chance de que, nas próximas semanas [sem precisar quantas], essa tendência se mantenha se n√£o houver nenhuma a√ß√£o coletiva", explica Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Veja as tendências:

Rio Branco foi a capital com o sinal mais claro de que houve crescimento de casos nas últimas 6 semanas.

Belo Horizonte, Florianópolis, Jo√£o Pessoa, Natal, o Plano Piloto de Brasília e arredores (DF), S√£o Luís e Vitória tiveram sinal moderado de crescimento nas últimas 6 semanas.

Florianópolis, Jo√£o Pessoa e S√£o Luís j√° apresentam a tendência de crescimento a longo prazo h√° pelo menos 6 semanas. Natal tem a mesma tendência h√° 4 semanas, o Plano Piloto de Brasília e arredores e Rio Branco h√° 3. Vitória apresentou tendência de crescimento nas últimas duas semanas. É a primeira vez que Belo Horizonte aparece com tendência de crescimento a longo prazo desde o início da queda nos casos após o pico da pandemia.

Goi√Ęnia e Palmas tiveram sinal moderado de crescimento nas últimas 3 semanas.

A tendência de aumento nos casos nas capitais j√° vinha sido apontada em boletins anteriores da Fiocruz – mas, desta vez, a quantidade de cidades sob alerta de crescimento de casos aumentou de 9 para 10 capitais.

A funda√ß√£o alerta, entretanto, que a situa√ß√£o ainda é muito diferente entre as v√°rias regi√Ķes do país. Algumas capitais que haviam apresentado sinal de crescimento no último boletim, por exemplo, voltaram a ter uma estabiliza√ß√£o, inclusive a longo prazo: Belém, Fortaleza, Maceió, Macap√° e Salvador.

J√° Manaus teve sinal moderado de queda, mas, alerta Gomes, o dado pode ter sido influenciado pelo apag√£o de dados do Ministério da Saúde (veja detalhes mais abaixo).

Interrupção na queda

Foto mostra profissional de saúde em UTI no Hospital Nossa Senhora da Concei√ß√£o, em Porto Alegre, na quinta-feira (19).

Diego Vara/Reuters

Os dados do boletim indicam uma possível interrup√ß√£o na queda de casos de SRAG no Brasil, ou seja: é possível que os casos estejam parando de cair no país.

Se essa tendência for confirmada, diz Marcelo Gomes, seria o início de uma estabiliza√ß√£o (platô) no número de casos de SRAG desde o início da queda, entre o fim de junho e o início de julho.

"A média móvel se mostra est√°vel desde a semana [epidemiológica] 43 [de 18 a 24 de outubro], mas a confirma√ß√£o vir√° nas próximas semanas", diz Marcelo Gomes.

Apag√£o de dados

O apag√£o de dados que atingiu a rede do Ministério da Saúde h√° cerca de duas semanas também pode ter prejudicado as estimativas do boletim – o que deve ser corrigido nas próximas semanas, diz a Fiocruz.

O problema atrasou a atualiza√ß√£o de casos e mortes pela Covid-19 e, também, dos dados de SRAG das últimas duas semanas epidemiológicas (de 1¬ļ a 14 de novembro).

"Tal altera√ß√£o pode resultar em eventual perda de qualidade da estimativa de casos recentes em alguns locais. Como o sistema é recalibrado semanalmente, eventual perda de precis√£o deve ser reduzida gradativamente nas próximas semanas", diz o boletim.

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Fonte: G1

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